Burnout em mulheres: sinais de esgotamento no trabalho e na maternidade

5/20/20262 min read

Quando buscar ajuda psicológica?
A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender o esgotamento, identificar o que sustenta a sobrecarga e estabelecer limites, gerir as expectativas, relações e necessidades que foram ficando em segundo plano.

Cuidar da saúde mental não significa aprender a suportar mais. Às vezes, significa compreender por que você está tentando suportar tanto.

Se você percebe que está vivendo no limite há algum tempo, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para começar a olhar para essa experiência com mais cuidado.

Você está cansada, mas continua. trabalhando, cuidando da casa, atendendo às demandas, resolvendo os problemas e tentando manter tudo funcionando. Até que chega um momento em que descansar já não parece suficiente.

O burnout não costuma surgir de um dia para o outro. O esgotamento mental se desenvolve diante de uma exposição prolongada ao estresse e à sobrecarga, especialmente quando as demandas e as atividades permanecem altas e os recursos para lidar com elas são insuficientes.
O que é burnout?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve o burnout como um fenômeno ocupacional relacionado ao estresse crônico no trabalho que não foi administrado e foi se acumulando. Ele tem relação em três dimensões principais: a exaustão, distanciamento mental ou sentimentos negativos em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

Por isso, burnout não significa simplesmente estar cansada depois de uma semana difícil. A diferença está na persistência do esgotamento e no impacto que ele passa a ter na relação com o trabalho e na vida cotidiana.
E o que é burnout materno?

O termo burnout materno é utilizado para descrever uma experiência de esgotamento relacionada às demandas da maternidade. Ao tentar dá conta de tudo e sustentar uma rotina com altas demandas, muitas mulheres lidam com a exaustão física e emocional, distanciamento afetivo, perda de satisfação com a experiência materna e sensação de não se reconhecer como antes.

Para muitas mulheres, a sobrecarga não termina quando o expediente acaba. A rotina pode envolver trabalho, as tarefas domésticas, cuidado com os filhos, organização da família, a gestão da rotina da família e a pressão de corresponder às expectativas sobre o que significa ser uma boa mãe aos olhos da sociedade.

Quando não existe espaço para descanso, apoio e partilhar de responsabilidade, até o cuidado pode se transformar em fonte de esgotamento.

Alguns sinais merecem atenção

  • Cansaço persistente e sensação de esgotamento;

  • Dificuldade para descansar e recuperar após um período de "descanso";

  • Irritabilidade e menor tolerância às demandas;

  • Distanciamento emocional do trabalho ou da experiência materna;

  • Sensação de incompetência ou de que nunca está fazendo o suficiente;

  • Perda de prazer em atividades que antes eram significativas ou prazerosas;

  • Dificuldade de reconhecer a própria identidade para além das responsabilidades.

Sentir-se assim não significa ser uma profissional ruim ou uma mãe ruim. Pode ser um sinal de que as demandas estão ultrapassando, por um período prolongado, os seus limites e as capacidades humanas, de qualquer pessoa, de lidar com elas.